Escolhi cursar Arquitetura: tudo o que preciso saber sobre a faculdade

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Diariamente a 44 ARQUITETURA recebe uma grande quantidade de perguntas sobre o curso de Arquitetura e Urbanismo, as principais características, dificuldades e grade curricular. As dúvidas surgem tanto de interessados em ingressar nesta graduação quanto de alunos os quais estão em seus primeiros semestres, mas não sabem muito bem com o que irão se deparar no transcorrer dos próximos anos de estudos.

Devido a isso, este post tem a intenção de fazer um compacto de informações essenciais sobre as quais estudantes ou interessados em estudar Arquitetura e Urbanismo necessitam saber sobre a graduação desta carreira.

COMO ESCOLHER A MELHOR FACULDADE?

Atualmente existem inúmeras faculdades e universidades com o oferecimento do curso de bacharelado em Arquitetura e Urbanismo e isso pode causar muita confusão na hora de escolher em qual estudar. Para tanto, uma dica essencial é conhecer a grade curricular da instituição de interesse e fazer comparativo com outras. Tente também conversar com alunos ou ex-alunos da faculdade pretendida e, se possível, os questione sobre o perfil dos professores, as abordagens teóricas e práticas ou se o curso oferece algo além do que simplesmente as aulas em sala. Em muitas instituições, os alunos tem a oportunidade de trabalhos e viagens de campo, cursos extracurriculares, laboratórios de pesquisa, projetos sociais ou de extensão universitária, pois tudo isso irá colaborar para um maior enriquecimento de conteúdo e aprendizado do aluno.

A questão entre a universidade ser pública ou privada é a mesma para todos os demais cursos. De forma geral, os cursos de Arquitetura e Urbanismo em universidades públicas são mais bem avaliados pelo Ministério da Educação, no entanto, as vagas são limitadas e o vestibular extremamente concorrido. Tudo depende, ainda, do perfil do aluno e o grau de dedicação e esforço ao longo da graduação. Clique aqui e conheça o Ranking Universitário FOLHA 2015 ou avaliação MEC/ENADE.

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ARQUITETURA É UM CURSO DIFÍCIL?

Em primeiro lugar, basicamente todos os cursos de graduação são difíceis. Existe até um ditado bastante popular o qual diz: “entrar na faculdade é fácil, o difícil é sair dela”. Mas o curso de Arquitetura e Urbanismo possui especificidades as quais exigem do aluno bastante dedicação. Lembrando que se você possui afinidade ou a chamada “vocação” com o curso escolhido, tudo se torna mais leve, porém isso não significa ser fácil.

Os trabalhos acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo são bastante puxados e com prazos apertados. É muito comum alunos de graduação passarem o final de semana todo ou virarem a noite fazendo desenhos, maquetes, projetos. A carga horária do curso se divide basicamente em quatro eixos: projeto arquitetônico, projeto de urbanismo, história da Arquitetura e a parte técnica (engenharia).

A duração do curso é de cinco anos, mas não é incomum uma parcela considerável de alunos necessitarem de mais tempo para se formar devido ao grau de dificuldade e principalmente de dedicação exigida pelo curso.

PRECISO SABER DESENHAR PARA CURSAR ARQUITETURA E URBANISMO?

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Talvez esta seja uma das maiores preocupações de todos aqueles que pretendem ingressar na área e não sabem desenhar sequer uma árvore.  O fato de ter plenas habilidades em perspectivas a mão livre não vão fazer de você um arquiteto melhor em relação àquele o qual não sabe sequer esboçar uma árvore, mas devemos ter em mente que, a essência da arquitetura parte primeiramente dos rabiscos e dos croquis manualmente feitos.

Temos um post específico sobre isso – Arquitetos precisam saber desenhar a mão?

PRECISO SER BOM EM MATEMÁTICA PARA CURSAR ARQUITETURA E URBANISMO?

O grau de exigência de matemática ou física durante a graduação em Arquitetura e Urbanismo varia conforme cada instituição. Algumas exigem muito nesse sentido, outras focam bastante no conhecimento teórico e prático do aluno, e aí entra mais uma vez a questão de você analisar a grade curricular do curso ou conversar previamente com alunos da instituição pretendida. Algumas faculdades até oferecem eventos como “Semana da Profissão”, onde você pode conversar até diretamente com professores do curso.

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Apesar disso, não há como fugir: em maior ou menor grau você irá se deparar com cálculos e matérias exatas no curso e caso tenha dificuldade um esforço maior para essas disciplinas será exigido. Muitas faculdades também oferecem oficinas e aulas de reforço para quem não lida bem com os números. Fazer aulas extras (ou até com professores particulares) para melhorar o rendimento nessas matérias nunca é demais, e só agrega valor ao seu currículo acadêmico.

Saber calcular é um diferencial, mas não é fundamental. Um arquiteto deve entender como uma estrutura funciona e não como ela foi calculada. Isso deixamos para os engenheiros!

COM O QUE PODEREI TRABALHAR? O MERCADO DE TRABALHO É CONCORRIDO?

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Sim, o mercado de trabalho em Arquitetura e Urbanismo é altamente concorrido e está cada vez mais competitivo. O número de graduados na área em 2015 foi quase quatro vezes maior que no ano 2000. Alguns motivos podem explicar essa tendência:

– maior acesso dos brasileiros ao ensino superior nos últimos anos – não apenas em Arquitetura;

– abertura ano após ano de cursos e turmas de Arquitetura e Urbanismo;

– “glamourização” da área.

Mas isso não é motivo para desânimo ou desistência de seu sonho. Apesar da concorrência, o profissional arquiteto possui uma gama enorme de áreas em que pode atuar e as quais não se limitam apenas a construtoras ou interiores. Por exemplo, arquitetos podem atuar em urbanismo e planejamento urbano, restauração e preservação de patrimônio histórico, como professor universitário, paisagista, meio ambiente e sustentabilidade, criador de jogos digitais, arquitetos de cenografia e até de assessoramento em empresas privadas fora do ramo mas que necessitam do auxílio de arquitetos. É preciso no Brasil uma maior abertura da mentalidade e verificar que arquitetura não é algo restrito a escritórios e projetos autorais. Essencial: arquitetos são agentes transformadores para a sociedade e isso precisa estar em mente desde o primeiro dia de aula até a aposentadoria.

Algumas outras dicas valiosas:

1 – Faça estágios: quem faz estágio desde o começo consegue colocação mais rápida no mercado de trabalho. A faculdade não é o suficiente para se inserir no mercado. Tem coisas que não se aprende na faculdade, como conhecer fornecedor, diferentes tipos de piso e revestimentos por exemplo. Isso aprende com o know-how de estar todo dia em um escritório, empresa ou prefeitura. O período ideal para fazer estágios é a partir do terceiro semestre e necessário dominar bem o CAD ou REVIT, regras de desenho arquitetônico e ter noção de projetos.

2 – Invista em cursos livres: Como dito anteriormente, a faculdade não oferece todo o conteúdo possível para que um estudante seja bem posicionado no mercado de trabalho. Aprender a trabalhar com ferramentas essenciais como investindo em cursos de Sketchup com VRay, AutoCad, REVIT 2015, UNREAL, Lumion, entre outros, é de extrema importância.  Muitos dos cursos são feitos a distância online ou em DVD como os oferecidos em nossa loja. CLIQUE AQUI PARA CONHECÊ-LA.

3 – Faça especialização ou pós-graduação quando terminar a faculdade:  chama a atenção que 66% dos arquitetos têm apenas a graduação. A pós-graduação é presente apenas em um quarto dos profissionais (25%) – e apenas 1,21% tem Ph.D.

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ARQUITETO GANHA BEM?

Uma das maiores ilusões impostas pela mídia e o senso comum é a de que o profissional de arquitetura logo aos primeiros anos ficará milionário, participará de grandes festas e coquetéis de lançamento de empreendimentos, entrevistas para revistas requintadas e tudo mais. Isso não passa de mito. Obviamente, mesmo com todos os desafios, muitos arquitetos atingem este patamar, mas as dificuldades também são grandes.

O quanto irá ganhar um arquiteto vai variar de sua área de atuação e também até da região do país onde ele irá atuar. Clique aqui e conheça a tabela com o salário médio de arquitetos e urbanistas no Brasil de acordo com cada estado da Federação.

ONDE ESTÃO
São 106.038 arquitetos por todo o Brasil. O número por Estado segue a proporção do número de habitantes. Cerca 55% dos arquitetos estão na região Sudeste, 20,5% na região Sul, 13,5% no Nordeste, 7% no Centro-Oeste e 4% no Norte. Uma boa notícia para a categoria é que 92,3% dos profissionais registrados trabalham efetivamente na área de arquitetura e urbanismo.

O Brasil registra hoje um índice de 0,55 arquiteto por cada grupo de mil habitantes, relação semelhante àquela dos países desenvolvidos. – Fonte: CAU (Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo).

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Sobre 44 arquitetura

A 44 Arquitetura é um escritório particular pertencente aos sócios Cássio Wetterich e Luiz Carlos Lara localizado no interior do estado de São Paulo. Ficou conhecido no Brasil através de sua página no Facebook a qual se tornou uma das mais populares no segmento devido a seu conteúdo atualizado e diversificado relacionados com o as áreas de Arquitetura, Urbanismo, Design e Engenharia!
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